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Padrões de Conteúdo

 

     Resumo

O conteúdo da educação é, naturalmente, de extrema importância para o futuro de nossa sociedade. Felizmente, em anos recentes, padrões de conteúdo têm sido criados para quase todas as áreas e matérias, ou por times das próprias disciplinas ou por agências em vários estados. Esses padrões de conteúdo servem como uma terceira dimensão para o nosso modelo (Switzer, Callahan, & Quinn, 1999).

Um padrão de conteúdo em educação é uma afirmação que pode ser usada para avaliar a qualidade do conteúdo do currículo ou como parte de um método de avaliação. Os padrões do jardim de infância ao segundo grau devem descrever claramente o conteúdo que deve ser ensinado e aprendido durante os anos entre o jardim e o segundo grau, ano a ano. Os padrões de conteúdo articulam um cerne essencial de conhecimentos e habilidades que os alunos devem aprender. Os padrões clarificam o que os alunos devem saber e ser capazes de fazer em vários pontos em suas vidas acadêmicas entre o jardim e o segundo grau. A maioria dos estados (todos exceto Iowa) têm implementado padrões em várias áreas e matérias. A adoção local e a implementação de padrões estaduais garante que a educação que os alunos recebem seja consistentemente mais forte em todo o estado e que a conclusão do segundo grau tenha significado comum em todo o estado (Kendall & Marzano, 1997).

“Os padrões guiam os professores na identificação e concentração da instrução no conhecimento e habilidades essenciais que os alunos devem aprender em cada ano” (San Jose Unified School District, 1999). Idealmente, um professor é responsável pelo ensino de um padrão, medindo a aprendizado do aluno, e tomando medidas de ação corretiva a tempo quando o aprendizado não é alcançado. 

Em um sistema baseado em padrões, o assunto de cada matéria é focalizado. A instrução reflete o que há de melhor sobre o aprendizado. Os alunos são claros sobre suas tarefas e são motivados a aprender ao passo que eles vêm conexões com outras disciplinas e com a vida. Os professores têm mais oportunidades de engajar em conversações contínuas sobre o aprendizado dos alunos (San Jose Unified School District, 1999).

O ponto inicial da ênfase atual nos padrões educationais é o relatório de 1983 “Uma Nação em Risco” (National Comission on Excellence in Education, 1983). “A preocupação sobre a viabilidade de nosso sistema educacional conduziu à primeira conferência de alto escalão em educação em Setembro de 1989, na qual o presidente Bush e os governadores de estado chegaram a um acordo sobre os seis objetivos gerais sob o título “The National Education Goals Report: Building a Nation of Learners”, ou “Relatório dos Objetivos Nacionais de Educação: Construindo uma Nação de Estudantes” (Marzano & Kendall, 1998). A mensagem desses objetivos era o mandato para os educadores americanos de “identificar padrões rigorosos em relação ao que os alunos devem saber e ser capaz de fazer em todas as áreas acadêmicas” (Marzano & Kendall, 1998). Por consequência, organizações para o conteúdo de cada matéria começaram a estabelecer padrões de conteúdo em suas áreas respectivas (Marano & Kendall, 1998).

Os padrões de conteúdo definem apenas o cerne dos elementos educacionais que dizem respeito a todos os alunos, independente de seus planos específicos acadêmicos e de carreira. Todo aluno deve atingir objetivos mais gerais do que aqueles esboçados pelos padrões. Contudo, durante o segundo grau, muitos alunos que seguem direto para os estudos pós secundários ou para o mercado de trabalho irão requerir experiências de aprendizagem que estão fora do cerne essencial em áreas de conteúdo específicas publicadas nos padrões. Portanto, durante os anos de segundo grau, o foco muda dos padrões essenciais (o que entra no sistema educacional) para a transição pós secundária dos alunos, ou os resultados dos padrões de conteúdo (o que sai do sistema educacional).

            Os padrões de conteúdo podem alcançar três objetivos primordiais:  

  • Dar aos alunos e professores um alvo claro e estimulante

  • Ajudar a concentrar energia e recursos no que mais importa: o desempenho do aluno

  • Dar a todos nós uma ferramenta para avaliarmos quão bem nossos alunos estão aprendendo e quão bem nossas escolas estão funcionando.

Os padrões têm sido articulados para avaliar ambos o desempenho estudantil e o programa curricular, com uma ênfase na coleta de informação a partir da qual os professores podem basear a instrução subsequente. Os padrões também reconhecem a importância de se coletar informação sobre o crescimento e desempenho do aluno para propósitos de pesquisa e administração.

Os padrões de conteúdo listados abaixo e identificados nos vídeos do projeto INTIME foram adotados dos padrões de conteúdo nacionais das organizações nacionais de cada disciplina.

Bibliografia:

            Kendall, J.  S., & Marzano, R.  J.  (1997).  Content knowledge: A compendium of standards and benchmarks for K-12 education  [On-line]. Available: http://www.mcrel.org/standards-benchmarks/  [2000, April 2]

            Marzano, R. J.,  &  Kendall, J.  S.  (1998).  Awash in a sea of standards  [On-line]. Available: http://www.mcrel.org/products/standards/awash.asp [2000, May 23]

            San Jose Unified School District.  (1999).  All students can learn--All students can succeed [On-line]. Available: http://es.sjusd.k12.ca.us/Standards/Standards.html [2000, May 22]

            Switzer, T. J., Callahan, W. P., & Quinn, L. (1999, March).  Technology as facilitator of quality education: An unfinished model.  Paper presented at the Society for Information Technology and Teacher Education, San Antonio.


Obras Consultadas:

            Alliance for Curriculum Reform [Homepage] (2000). Available:  http://www.acr.uc.edu/ [2000, April 8]

            Hill,  C. (2000). Developing educational standards [On-line]. Available: http://putnamvalleyschools.org/Standards.html [2000, March 16]  

            US Department of Education.  (1996, Spring).  Improving America's school: A newsletter on issues in school reform  [On-line]. Available: http://www.ed.gov/pubs/IASA/newsletters/standards/pt1.html [2000, May 22]